quinta-feira, 10 de maio de 2012

Taxas de juros em queda: alguns cuidados que o consumidor tem que ter antes de sair às compras

Amigos,
Segue abaixo reportagem interessantíssima sobre o momento de queda das taxas de juros, tanto pelo governo, quanto pelos bancos privados, que estão "sendo forçados" a reduzirem os juros de empréstimos e financiamentos devido à concorrência com os bancos públicos, os primeiros a realizarem este movimento. De qualquer forma, mesmo com juros baixos, os consumidores devem estar atentos às taxas cobradas, que são diferentes entre os bancos, e entender melhor o processo de cobrança das mesmas, pois nem todo mundo conseguirá as taxas que estão sendo divulgadas na mídia. Pesquisar e, principalmente, planejar a busca de financiamento e crédito são as palavras de ordem neste 'momento de euforia'.
Boa leitura a todos!


Planeje-se para aproveitar os cortes das taxas de juros

Antes de tomar empréstimos e sair às compras, o consumidor deve pesquisar e fazer algumas contas. Veja dicas de especialistas

Thatiane Faria Barroso, especial para o iG - 10/05/2012 05:34:27

Antes de fechar o financiamento, consumidor precisa ter certeza de que vai conseguir pagar. A recente redução nas taxas de juros de diversos bancos no País deve ser analisada com cuidado. Antes de ser considerada uma oportunidade para comprar aquele tão desejado carro, a casa própria ou mesmo algum outro produto que não estava na programação da renda mensal. Especialistas aconselham a ter paciência, fazer as contas e pesquisar muito antes de iniciar um crédito, principalmente se já estiver endividado com outros financiamentos.

“Antes de tudo é preciso pensar: o que estou querendo comprar agrega valor a minha vida? Eu preciso daquilo?”, aponta Reinaldo Domingos, educador financeiro da DSOP. Segundo ele, qualquer financiamento leva à dívida, portanto, se puder esperar para pagar algum valor à vista, é melhor. Para conseguir um crédito consciente, Domingos afirma que é preciso que o consumidor tenha certeza que conseguirá honrar seu compromisso financeiro.

Para isso, ele indica alguns itens que devem ser considerados antes de realizar a compra, mesmo considerando a queda nas taxas de juros:

1 - Faça uma reunião familiar para descobrir efetivamente o que a família necessita;
2 - Realize uma “faxina financeira”, isto é, um diagnóstico para descobrir quais são os excessos que podem ser cortados. Poupar é sempre uma boa estratégia para não se enrolar;
3 - Estabeleça sonhos por períodos: até um ano, 10 anos ou mais de 10 e estudar quanto custa cada um deles;
4 - Faça o orçamento financeiro mensal, mesmo que simples, mas considerando toda receita e todos os gastos.

Apesar de não existir uma fórmula concreta, o ideal é não comprometer mais do que 20% da renda com financiamentos, afirma Domingos.

Os novos juros valem para você?

Depois de pensar nas dicas de Domingos, o consumidor que pretende tomar empréstimos deve verificar se as reduções de juros se aplicam a ele.

No mês passado, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, seguidos dos bancos privados, iniciaram reduções nas taxas de juros. No entanto, grande parte dos brasileiros não se enquadra no perfil de quem pagará apenas a taxa mínima, explica José Dutra Vieira Sobrinho, economista do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP).

O Banco do Brasil, por exemplo, reduziu a taxa mínima de juros do financiamento de veículos (leves) de 1,24% ao mês para 0,99% ao mês. No entanto, a alíquota máxima para o financiamento de veículos chega a 2,65% ao mês. “Quem consegue a taxa mínima é aquele cliente que possui um relacionamento antigo com o banco, quem tem dinheiro aplicado, títulos de capitalização e não tem outras dívidas”, completa Dutra.

Por isso, o consumidor deve observar a taxa que vale para o seu caso, quando for pesquisar o financiamento, e verificar a possibilidade de conseguir taxas menores em outras instituições. O Itaú, por exemplo, também cortou sua taxa mínima para 0,99% ao mês para o financiamento dos veículos leves. Neste mesmo item, o Bradesco reduziu a taxa mínima de 1,35% para 0,97% e a Caixa para 0,98% ao mês, mesmo percentual do HSBC.

Apesar de os veículos e a casa própria sempre virem à mente quando se fala em obter um financiamento, são as taxas de juros do cheque especial e o rotativo do cartão de crédito que mais impactam o bolso dos brasileiros, na visão do economista da Corecon. E como essas duas modalidades de empréstimos variam bastante de acordo com o banco e cliente, é sempre bom pesquisar antes de tomar o dinheiro emprestado.

O rotativo dos cartões de crédito apresentam taxas desde 2,49% ao mês, apresentadas pelo Bradesco no último corte de juros realizado pelo banco, para cartões emitidos em parceria redes varejistas e com prazo de até 24 meses, até cerca de 15%, dependendo do perfil da pessoa.

A recomendação de Dutra é pagar a fatura completa do cartão na data e evitar fazer o pagamento do mínimo, o que apenas empurra a dívida para frente. Para quem não conseguir quitar a parcela completa ou quem estiver com pendências no cheque especial, a melhor opção pode ser renegociar a dívida.

Com as taxas de juros reduzidas em algumas modalidades, como o crédito pessoal, pode-se adquirir algum outro tipo de empréstimo, zerar o valor devido no cartão e pagar prestações em outra categoria de crédito com juros mais brandos.

Tudo isso deve ser conversado com o gerente do banco ou até negociado com outras instituições financeiras, dependendo dos cortes efetuados por cada uma delas, a partir de pesquisas de taxas específicas para o seu perfil, avalia o especialista.

Crédito Imobiliário

Já na categoria habitacional, o momento pode ser propício para iniciar um financiamento, na opinião de Claudio Gonçalves, professor do MBA de Gestão de Risco da Escola de Negócios Trevisan.

Mas ele e outros especialistas reforçam que antes de buscar o crédito também é preciso fazer uma avaliação da situação financeira. Se já estiver endividado, é melhor esperar.

Para quem já está com planos de comprar a casa própria, no entanto, “este é o momento oportuno. A tendência é que as taxas possam cair ainda mais até o final do ano”, avalia.

Entre os exemplos de taxas menores está a Caixa, cujo juro cobrado para imóveis com valores até R$ 500 mil caiu de 10% para até 7,8% ao ano mais TR (Taxa Referencial), dependendo do relacionamento do cliente com o banco.

Se o comprador decidir aproveitar a oportunidade, além de avaliar sua situação financeira atual ele também deve ter em mente que vai criar um compromisso por anos, explica Gonçalves. Será preciso mais atenção na organização das contas para não perder o controle.

É preciso, por exemplo, que os consumidores tenham mais consciência sobre as suas contas e sobre o crédito em geral, afirma o educador financeiro Domingos. “Muitas pessoas não se preocupam com os juros, só enxergam se a prestação cabe ou não no bolso," aponta o professor da Trevisan. Por esse motivo, podem pagar muito mais do que deveriam em algum bem.

Antes de sair tomando diversos empréstimos e se lançar às compras, os especialistas recomendam também a busca de mais informações sobre o assunto, em cursos de educação financeira, livros ou na internet. Diversas entidades oferecem palestras gratuitas de finanças pessoais, como a BM&FBovespa e o Procon. Além disso, os bancos e as bandeiras de cartões de crédito também têm seções em seus sites que ensinam como se organizar, controlar as contas e tomar crédito de forma consciente.


http://economia.ig.com.br/financas/meubolso/2012-05-10/planejese-para-aproveitar-os-cortes-dos-juros.html





sexta-feira, 30 de março de 2012

Estratégias de Marketing na Páscoa: impactos esperados no comportamento do consumidor

Amigos, no jornal Hoje em Dia desta 6a feira, dia 30 de março, participei de uma reportagem intitulada "Ação para levar o consumidor às compras", no caderno de Publicidade & Propaganda. Recomendo a leitura, pois a reportagem ficou bem interessante, abordando aspectos do comportamento do consumidor neste período da Páscoa! Abraços a todos!



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Amigos, como o último post deu "ibope", replico mais uma reportagem muito interessante, publicada no site iG, sobre dicas para gastar pouco no Carnaval! Espero que gostem também. Para quem não leu o último post, que fala sobre a importância de não comprometer o orçamento com o Carnaval, fica o convite para lerem também.
No mais, um ótimo feriado a todos! Abraços!


Dicas para gastar pouco no Carnaval

Despesas com a festa devem entrar no orçamento anual, junto às despesas de férias e viagens, dizem especialistas
João Paulo Nucci, especial para o iG - 15/02/2012 05:12


Curtir o carnaval pode sair caro. Os preços nas cidades mais badaladas costumam ir às alturas durante os quatro dias de festa, principalmente para quem deixa para fechar pacotes na última hora. Da água de coco às passagens aéreas, nada escapa da inflação carnavalesca. Quem quiser estar nos principais centros de folia durante a festa não tem como escapar de reservar um bom dinheiro para gastar com transporte, hospedagem, alimentação, ingressos, abadás (no caso dos trios elétricos de Salvador) ou fantasias (para quem deseja desfilar nas principais escolas de samba do Rio de Janeiro ou de São Paulo).

Para minimizar o impacto do feriado nas economias da família, o professor de finanças Ricardo Rocha, da Fundação Vanzolini, recomenda planejamento. “As pessoas deveriam incluir os gastos com o Carnaval no orçamento anual junto às despesas com as viagens de férias e outros feriados”, diz Rocha. “Assim cada um já sabe o quanto tem reservado e sofre menos com as despesas.” O especialista diz que uma pessoa que planejou e juntou dinheiro para gastar R$ 5 mil durante a festa terá menos dores de cabeça do que um folião de última hora que investiu R$ 500 na folia sem ter se preparado para isso. “O importante é não se endividar. Tem gente que ainda nem pagou a terceira parcela do IPVA e contrai dívidas para curtir o Carnaval.”

Outra forma de aliviar a ressaca financeira é procurar controlar os gastos com coisas supérfluas e buscar as opções de lugares mais econômicos ou gratuitos para rasgar a fantasia. Confira alguma dicas:

Fantasias – A não ser que você vá disputar um concurso de fantasias, não há porque investir muito dinheiro em vestimentas específicas para o Carnaval. Reaproveite roupas velhas para improvisar adereços e recorra ao comércio popular para comprar máscaras e outros acessórios baratos e descartáveis. Afinal, dificilmente você vai voltar a usar aquela coroa de princesa ou aquelas asas de borboleta em qualquer outra ocasião do ano. Mais importante do que sair “montado” para a festa é manter sempre em alta o espírito carnavalesco.

Hospedagem – Quanto mais próximo do centro geográfico da festa, mais caro será o hotel. Prefira, portanto, hotéis mais afastados ou em cidades próximas – desde que você se organize para fazer o traslado com segurança. “Fora dos circuitos dos trios elétricos a demanda por vagas diminui bastante”, diz o presidente da Associação Brasileira de Hotéis de Salvador, Carlos Mauricio Periquito. Outra opção interessante é procurar lugar para ficar em casas e apartamentos de particulares. O site AirBNB, por exemplo, traz uma considerável oferta de vagas em vários lugares do país e do mundo. Outro método que costuma funcionar é juntar um grupo grande de amigos para alugar uma casa de temporada. Mas aí é preciso ter muita tolerância com a convivência, para não transformar a festa em pesadelo.

Blocos de rua – Nos últimos anos, uma velha tradição carnavalesca foi reabilitada e ganhou espaço na programação de diversas cidades. Os blocos de rua se multiplicaram pelo Brasil e alguns, como o recifense Galo da Madrugada, tomaram uma dimensão gigantesca, com a participação de centenas de milhares de pessoas. O Recife tem tradição nesse tipo de festa, aberta à participação popular. “São mais de 350 agremiações entre blocos e nações de maracatu que desfilam durante o Carnaval, além de outros grupos de foliões que se organizam informalmente”, diz Renato Lins, secretário de cultura da cidade. Esteja onde você estiver durante o Carnaval, mesmo em cidades com pouca tradição na festa, é certo que será possível encontrar um grupo de foliões que se reúne em bar sob um nome engraçado e sai para cruzar as ruas fazendo farra. É gratuito, espontâneo e divertido.

Na contramão – Que tal aproveitar a festa e conhecer aquele lugar que foge do roteiro dos foliões? Visitar São Paulo durante o Carnaval, por exemplo, garante aos turistas pacotes com até 50% de desconto em hotéis (confira os pacotes disponíveis no site da São Paulo Best Week ). “É uma ótima época para se conhecer a cidade gastando pouco”, diz Bruno Omori, presidente da ABIH de São Paulo. Quem vive nos estados mais procurados pelos foliões, como Pernambuco e Salvador, costuma conseguir passagens aéreas bem mais baratas que o habitual para viajar no contrafluxo. “Muita gente da cidade acaba aproveitando essa época para viajar”, diz Periquito, de Salvador. “Isso acaba movimentando destinos menos badalados durante o Carnaval no próprio estado.” Ir par o hemisfério norte também é uma boa, para quem não se preocupa demais com o frio que faz por lá nessa época do ano. Os preços costumam compensar, pois estamos em plena baixa temporada nos Estados Unidos e na Europa.