terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Como economizar na compra do material escolar

Prezados amigos! Primeiramente, FELIZ 2012 PARA TODOS!

Neste 1o post do ano, destaco um resumo de uma reportagem muito interessante e pertinente feita pelo site iG Economia, sobre dicas para economizar na compra do material escolar dos filhos! Boa leitura para os papais e mamães!

Abraços a todos!

Vinte dicas para economizar na compra do material escolar

Especialistas mostram como transformar essa tarefa de início de ano em um gostoso - e não tão caro - programa familiar

Autores: Olívia Alonso, Carla Falcão e Bruna Bessi, iG São Paulo 09/01/2012

Comprar material escolar para os filhos não costuma ser um motivo de alegrias. Além de ser um sinal de que as férias estão acabando, o gasto muitas vezes pode gerar um rombo no orçamento familiar, sem contar o tempo necessário para pesquisar preços e ir até as lojas para fazer as compras.

Especialistas do Procon-SP e da DSOP Educação Financeira dão 20 dicas para economizar e transformar o compromisso escolar em um gostoso programa familiar.

1) Antes de sair às compras, faça uma caça aos materiais espalhados pela casa. Chame seus filhos para uma brincadeira, em casa mesmo, em que devem fazer uma caça a materiais que sobraram dos anos anteriores. Faça deste dia uma oportunidade de começar a inserir a educação financeira em sua casa. Para animar as crianças, personalize os materiais velhos para que sejam reutilizados de uma forma que agrade à criança.

2) Estabeleça prioridades financeiras que venham antes do material escolar. No mesmo dia, ou assim que possível, reúna toda a família e liste os sonhos que todos querem conquistar durante o ano. Juntos, vejam quanto custará realizar cada um deles e mostre para as crianças que a economia com o material escolar pode ajudar na busca pelos sonhos. O ideal é que o sonho seja a prioridade delas. Ainda que as duas dicas acima possam tomar um ou dois dias, um dos segredos da compra bem sucedida é ter tempo.

3) Ligue para outros pais e faça uma compra coletiva no atacado. Entre em contato com os pais de colegas se seus filhos. Se comprarem juntos, podem conseguir bons descontos. Há lojas que reduzem o valor total em 10% quando a soma passa de R$ 1 mil, por exemplo. Elejam um pai ou uma mãe com mais tempo livre – e que possa fazer isso com prazer – para ir à loja escolher os itens.

4) Peça emprestado. Procure pais de crianças mais velhas, que possam emprestar seus livros usados ao seu filho. Isso pode gerar uma economia brutal. Além disso, será uma oportunidade para você ensinar sua criança a cuidar do material do outro, no caso, o amiguinho. Muitas escolas fazem troca de materiais em boas condições entre pais com filhos em idade escolar diferente.

5) Procure livros em sebos. Responsáveis pelos altos valores das listas escolares, os livros podem também ser adquiridos em sebos, a preços mais baixos.

6) Negocie com a escola. Muitas vezes não é preciso comprar todos os itens da lista de uma só vez, já que diversos materiais serão usados ao longo do ano letivo. Caso exista essa possibilidade, verifique quais produtos deverão ser comprados primeiro. Os preços dos materiais escolares tendem a cair no período pós-volta às aulas, então vale a pena considerar essa possibilidade. tente comprar apenas 50% ou um terço do que está na lista neste 1o momento.

7) Avalie a possibilidade de comprar pela internet. O último passo antes de ir para as lojas é avaliar sua real situação financeira. Se a família tem reservas, o melhor é comprar à vista, na loja, para tentar um desconto extra conversando com o vendedor e com o gerente. Se o orçamento estiver apertado, o parcelamento sem juros é a opção mais apropriada. Neste caso, pode ser mais interessante comprar pela internet, já que há empresas que vendem livros e materiais com desconto em suas lojas virtuais. Além disso, comprando online é possível economizar tempo e com estacionamento e combustível.

8) Deixe seu filho em casa. O grande movimento das lojas pode não ser um lugar apropriado para crianças e sua presença geralmente acaba levando os pais a optarem por produtos mais caros e por vezes desnecessários.

9) Planeje em quais lojas você irá. Pesquise na internet onde há mais de um comércio e não vá em bairros de classes muito altas. Estabeleça pelo menos três lojas para ir e busque regiões com muitas delas. Onde tem concorrência, tem preço baixo. Veja também se é mais interessante ir de transporte público, tendo que carregar o material, de carro, com o custo do estacionamento, ou táxi.

10) Verifique se a loja aproveita seu material usado. Procure saber se a loja que você escolheu tem promoções para quem levar materiais velhos, mas que não foram usados.

=> Na hora das compras:

11) Compare os preços dos materiais. Faça uma pesquisa nos principais comércios (bairro e região), já que as variações podem ser bem expressivas entre uma loja e outra. Dentro da loja, tenha paciência para encontrar os itens que valem a pena. Os preços podem variar de 10% a 500%.

12) Crie um relacionamento com o vendedor. Assim que entrar na loja, procure um vendedor e saiba o nome dele. Se não tiver escrito no crachá, pergunte. Seja educado e amigável. Ao criar uma boa relação com quem está te atendendo, terá mais chance de encontrar os melhores produtos, com os melhores preços. Como os preços variam muito, peça ajuda para encontrar os itens com melhor relação custo-benefício.

13) Tenha em mente que marca não é tudo. Produtos de marcas desconhecidas podem ter boa qualidade e um preço mais acessível. Por isso, não compre os materiais levando em conta apenas a “grife”. Verifique a relação custo-benefício antes de tomar a decisão final.

14) Busque a melhor forma de pagamento. Descontos podem ser obtidos nos pagamentos à vista, então negocie. A opção de pagar com cartão de crédito pode ser usada para obter uma extensão do prazo.

15) Tome cuidado com as “falsas” promoções. Alguns estabelecimentos “mascaram” descontos e repassam o valor para outros produtos. Isso faz com que não haja benefício concreto no final.

16) Compre apenas o necessário. Escolas não podem pedir itens de uso coletivo em suas listas, como papel higiênico, sabonete, grampos e clipes. Também não é permitido que exijam a compra de marcas e modelos de material em estabelecimentos específicos aos pais.

17) Não peça desconto no caixa. Ali, você já está pagando, então o funcionário do caixa provavelmente não te dará desconto. Pechince antes, com o vendedor e com o gerente.

=> Após as compras:

18) Cuidado com o desperdício. Ao chegar em casa, mostre todo o material ao filho, mas entre os itens que ficam com ele, não dê tudo de uma só vez, caso você considere que ele não saberá administrar os materiais. Assim as chances de desperdício são menores.

19) Faça um estoque de materiais durante o ano. Os preços costumam cair após a volta às aulas. Se possível, aproveite a temporada de promoções e compre lápis, cadernos, borrachas e outros tipos de materiais que estão sempre na lista e guarde para o ano seguinte.

20) Poupe para comprar à vista no ano seguinte. Tente aplicar uma quantia na poupança, todos os meses, para as compras do ano seguinte. Assim, poderá conseguir descontos.


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Inflação oficial brasileira deve estourar o limite da meta de 6,5% em 2011

Amigos, pois é... há uns 4 meses atrás já apontava que a inflação demonstrava sinais de que poderia se acelerar, mas o governo insistia que não, que ela estava convergindo para o centro da meta. É uma pena que o governo tente mudar a realidade apenas com o discurso. Agora está aí: é fato, a inflação brasileira vai estourar o limite da meta estipulada para o ano, sendo importante lembrar que o objetivo era que ficasse no centro da meta, que é de 4,5%. Para piorar, o governo ainda continua dando crédito ao consumidor, que está se endividando cada vez mais (segundo dados oficiais, da SERASA, SPC e FEBRABAN). Segue abaixo a notícia que o governo não queria dizer!


Prévia da inflação oficial fecha o ano em 6,56% e estoura teto da meta do BC

Indicador sofreu aceleração em dezembro ficando em 0,56% influenciado pela forte alta dos alimentos e bebidas
iG São Paulo - 21/12/2011 09:06

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), a chamada prévia da inflação oficial, acelerou para 0,56% em dezembro ficando bem acima do resultado de 0,46% no mês anterior e encerrou o ano com alta de 6,56% segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com esse resultado, o indicador ficou bem acima do teto da meta do Banco Central de 6,5% e dá indícios de que o índice oficial, medido pelo IPCA pode encerrar o ano com a mesma tendência. O resultado de 2011 ficou acima da taxa do mesmo período de 2010, que foi de 5,79%. Em dezembro de 2010, a taxa havia sido de 0,69%.

O indicador mostrou aceleração em dezembro tendo em vista a alta do grupo alimentação e bebidas, que passou dos 0,77% para 1,28%, e exerceu impacto de 0,30 ponto percentual no índice do mês, representando 54% da taxa. A forte aceleração na taxa de crescimento de preços dos alimentos foi impulsionada pelas carnes, que ficaram 4,36% mais caras em dezembro após terem subido 1,30% em novembro. Com 0,11 ponto percentual, lideraram os principais impactos do mês.

A refeição consumida fora do domicílio também acelerou em dezembro, sendo responsável pelo segundo maior impacto, com 0,05 ponto percentual. Os preços das refeições subiram ainda mais em dezembro e foram para 1,13% ante os 0,75% de novembro. Consumidos fora, subiram, também, o lanche (de 0,30% para 1,57%) e o café da manhã (de –0,15% para 2,11%). Cerveja (de 1,98% em novembro para 3,27% em dezembro), feijão carioca (de –1,24% para 2,51%), frango inteiro (de 0,91% para 2,11%), café moído (de 3,13% para 2,20%), refrigerante (de 0,89% para 1,70%) e pão francês (de –0,06% para 0,89%) foram outros destaques no grupo alimentação e bebidas.

O grupo habitação também apresentou aceleração em dezembro, passando de 0,40% para 0,54%. As pressões vieram dos itens condomínio (de 0,18 para 0,74%), energia elétrica (de 0,49% para 0,65%) e artigos de limpeza (de –0,06% para 0,67%).

Vestuário e transportes

Os artigos de vestuário também apresentaram aceleração, indo da taxa de 0,87% de novembro para 1,10% em dezembro. As roupas femininas chegaram a subir 1,56% no mês após a taxa de 0,28% de novembro.

No segmento de transportes, a variação de -0,08% ante os 0,02% de novembro foi influenciada pelas passagens aéreas (de 4% para -2,06%), seguro voluntário (de -0,56% para -6,73%), automóvel novo (de -0,35% para -0,37%) e usado (de -1,34% para -1,70%). Por outro lado, os combustíveis (de -0,28% para 0,66%) voltaram a subir. O preço do litro do etanol chegou a ficar 1,45% mais caro, enquanto a gasolina subiu 0,61%. A alta foi puxada pela região metropolitana de Salvador, onde os preços do etanol subiram 4,95% e os da gasolina atingiram 8,99%.

Dentre os índices regionais, Salvador (1,12%) apresentou o maior resultado, onde os alimentos ficaram com a maior variação (2,29%), bem como a gasolina (8,99%) e o etanol (4,95%), as maiores taxas entre as regiões pesquisadas. Já Curitiba (0,22%) ficou com o mais baixo resultado, justamente em razão da taxa dos alimentos (0,60%), que cresceu menos do que nas demais regiões.

Considerando o índice de 2011, Brasília, com 7,02%, apresentou o maior resultado, com destaque para as passagens aéreas (44,83%) e aluguel residencial (12,44%). O menor índice foi o de Belém (4,33%), onde os alimentos (4,75%) ficaram com a menor taxa entre as regiões avaliadas pelo IBGE.

Metodologia

O IPCA-15 é chamado de prévia da inflação oficial, porque usa a mesma metodologia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com diferença no período de coleta dos dados. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. Para o cálculo do IPCA-15 de dezembro os preços foram coletados no período de 15 de novembro e 13 de dezembro e comparados pelo IBGE com os vigentes de 14 de outubro a 14 de novembro.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

TERMÔMETRO ECONÔMICO - Novembro de 2011

Publicado por Frederico Mafra
Consultor Sênior da GLOBAL ON Consultores Associados e professor do IBMEC e FEAD

O mês de novembro destaca os resultados do PIB brasileiro do 3º trimestre de 2011, que apresentou variação nula, confirmando as expectativas do mercado de que os efeitos da crise mundial, de fato, chegaram ao país. O governo, em contrapartida, anunciou medidas para estimular o consumo interno e os investimentos, via subsídios fiscais. O Real voltou a se desvalorizar frente ao Dólar, e o COPOM reforçou a estratégia de redução gradual da taxa SELIC, cortando em 0,5 ponto percentual os juros básicos da economia. Outros indicadores de novembro: inflação (voltando a se acelerar), inadimplência (com índices maiores que 2010) e mercado de trabalho (com saldo positivo no mês, mas 38,4% abaixo do desempenho obtido em 2010).
  • PIB Brasil do 3º trimestre tem variação nula: O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil apresentou variação nula (0,0%) no 3º trimestre de 2011, em relação ao 2º. O destaque positivo foi o setor da Agropecuária, que cresceu 3,2% no período. Indústria e Serviços, em contrapartida, apresentaram variação negativa de -0,9% e -0,3%, respectivamente. Na comparação com o 3º trimestre de 2010, o PIB cresceu 2,1%. No acumulado de 2011 (janeiro até setembro), o PIB brasileiro apresenta expansão de 3,2% em relação a 2010, alcançando R$1,05 trilhão em valores correntes.
  • Banco Central reduz estimativa para o PIB em 2011: De acordo com o último Boletim Focus de novembro, o Banco Central reduziu mais uma vez a previsão do PIB para 2011, de 3,29%, verificada no início do mês, para 3,09% no final deste mês. Para 2012, a projeção também é de queda, de 3,50%, feita no início do mês, para 3,48% neste último Boletim Focus. Segundo vários economistas do mercado, as projeções estão convergindo para um PIB em torno de 3% até o final de 2011. Para tanto, a economia teria crescer mais do que 0,8% no 4º trimestre, e há um entendimento do mercado que a economia brasileira apresentará uma modesta recuperação neste final de ano, superando a estagnação verificada no 3º trimestre. O Ministério da Fazenda trabalhava com uma previsão de crescimento em torno de 3,8% para 2011, considerada muito otimista pelo mercado. Mas o próprio Ministro Guido Mantega já admitiu que o PIB não chegará a este índice, por conta não só do desempenho nulo do 3º trimestre, mas também pela revisão dos valores feita pelo IBGE para os dois primeiros trimestre do ano. Para 2012, o governo trabalha com previsão de, no mínimo, crescimento do PIB de 4%, podendo chegar a 5% dependendo de algumas novas ações governamentais, como uma expansão do investimento público, e de outras já confirmadas, como o aumento previsto para o salário mínimo em janeiro, as desonerações do SIMPLES e do Plano Brasil Maior, o impacto defasado das reduções na taxa SELIC ocorridas no 2º semestre deste ano, e a perspectiva de crescimento do crédito livre em 2012.
  • Governo anuncia medidas para estimular consumo interno e investimentos: O Ministério da Fazenda anunciou um pacote de medidas de estimulo à economia, voltadas ao consumo doméstico e aos investimentos, que envolve desonerações fiscais para o setor produtivo e para o mercado financeiro. No caso da Indústria, foi reduzido o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca (que inclui geladeiras, fogões e máquinas de lavar). Para se ter uma idéia, o IPI cairá de 4% para 0% no caso dos fogões, de 15% para 5% nas geladeiras e congeladores, de 20% para 10% nas lavadoras automáticas, e de 10% para 0% nos tanquinhos. Com relação aos investimentos, o governo anunciou a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no crédito ao consumidor, de 3% para 2,5%, além de eliminar o IOF de 2% que incide sobre a aplicação de investidores estrangeiros em ações na BOVESPA. O setor de alimentos também foi beneficiado, com a redução do PIS/COFINS para as massas, de 9,25% para 0%. Em termos de renúncia fiscal, as medidas adotadas pelo governo irão representar, pelo menos, R$ 1 bilhão em 2012. As principais redes varejistas já anunciaram que irão repassar a redução do IPI para os consumidores. Pelos cálculos da FECOMERCIO-SP (Federação do Comércio de São Paulo), os descontos seriam de 3% a 5% nos preços finais dos produtos. Para completar, a Caixa Econômica Federal anunciou, depois das medidas do governo, que irá liberar R$ 5 bilhões de crédito para aquisição de eletrodomésticos, móveis, eletroeletrônicos e outros bens de consumo.
  • Real fecha novembro em R$ 1,8109: O câmbio vem se mostrando muito volátil nos últimos meses. Depois de ter apresentado alta desvalorização perante o Dólar no mês de setembro (fechando o mês em R$1,8800), o Real voltou a se valorizar fortemente em outubro (quando fechou cotado a R$1,704). Em novembro, porém, voltou a se desvalorizar também fortemente, fechando o mês em R$1,8109 (conforme dados do Banco Central). Com isso, o Dólar encerrou novembro com alta de 4,73% em relação a outubro, e valorização em 2011 de 9,81%. O Real também se desvalorizou perante o Euro, fechando o mês de novembro em R$ 2,4416, ante R$2,3610 verificado em outubro. Especificamente com relação ao Dólar, a previsão para a taxa de câmbio, feita pelo Banco Central para 2011, está em R$ 1,79, conforme o último Boletim Focus de novembro. Para 2012, a taxa de câmbio está estimada em R$ 1,75.
  • COPOM reduz mais uma vez a taxa SELIC para 11,00% ao ano: Na última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), realizada em 29 e 30 de novembro, a taxa SELIC foi reduzida mais uma vez em 0,50 ponto percentual, chegando a 11,00% ao ano, reforçando a estratégia do Banco Central em reduzir os juros para estimular o crescimento econômico e mitigar os efeitos da crise econômica mundial no Brasil. Mesmo com a redução da SELIC, o país segue liderando o ranking mundial de juros reais, com uma taxa de 5,1% (descontada da taxa de 11% a inflação dos últimos 12 meses). Somente um corte de 3,5 pontos percentuais retiraria do Brasil da 1ª posição entre os maiores pagadores de juros do mundo (ranking que envolve 40 países). A próxima reunião do COPOM acontecerá nos dias 17 e 18 de janeiro de 2012, e uma continuidade na redução da taxa de juros ajudaria o governo a economizar com o custo da dívida pública federal (remunerada pela SELIC) e no comportamento do mercado de câmbio, contribuindo para moderar um avanço na valorização do Real frente ao Dólar. O Boletim Focus, do Banco Central, projeta para o final de 2012 a taxa SELIC em 9,75%.
  • IPCA de novembro fica em 0,52%: Índice que mede a inflação oficial brasileira voltou a se acelerar em novembro, passando de 0,43% em outubro para 0,52% neste último mês. Com isso, o resultado em 2011 aponta uma inflação acumulada de 5,97%, acima da taxa de 5,25% verificada no mesmo período do ano passado, praticamente 1,5% acima do centro da meta estipulada pelo governo para o ano, que era de 4,5%. Considerando os últimos 12 meses, o IPCA situa-se em 6,64%. A expectativa do Banco Central é de que o IPCA encerre 2011 em até 6,5%, no topo da meta de inflação estipulada pelo próprio governo. O avanço do IPCA em novembro não condiz com o discurso do Banco Central de que a inflação está sob controle e em desaceleração por causa da crise econômica mundial e o baixo crescimento econômico brasileiro. A inflação parece estar ancorada no crédito interno, estimulado pelo próprio governo para aquecer a economia. Como o Banco Central deve manter a estratégia de continuar reduzindo a taxa SELIC em 2012, a solução poderia ser, justamente, segurar um pouco mais o crédito. Trata-se de uma decisão difícil e controversa, mas a prioridade deveria ser controlar a inflação ou fomentar o crescimento econômico? Para refletir...
  • Grupos ‘Alimentação e Bebidas’ e ‘Despesas Pessoais’ foram os vilões da inflação em novembro: Os preços dos ‘Alimentos e Bebidas’ (de 0,56% em outubro para 1,08% em novembro) causaram impacto de 0,25 ponto percentual no IPCA, com destaque para as carnes. Nas ‘Despesas Pessoais’ (de 0,22% em outubro para 0,88 em novembro), os destaques foram serviços de manicure, cabeleireiro e costureira.
  • Banco Central mantém previsão de inflação para 2011 em 6,50%: Através de seu último Boletim Focus de novembro, o Banco Central manteve a projeção para a inflação brasileira em 2011 (com base no IPCA), de 6,50%, feita no início do mês. Para 2012, a projeção é de 5,49% (queda de 0,10 ponto percentual em relação à previsão do início do mês, que era de 5,59% para o próximo ano).
  • IGP-M desacelera pouco em novembro: O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a chamada “inflação do aluguel”, desacelerou pouco em novembro, atingindo 0,50% no mês, frente 0,53% verificado em outubro. A taxa ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado. No ano, o IGP-M acumula alta de 5,22%, e de 5,95% nos últimos 12 meses. A projeção do Banco Central, em seu último boletim Focus de novembro, aponta o IGP-M encerrando 2011 em 5,75%, 0,03 ponto percentual abaixo da previsão feita no final de outubro (5,78%). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), em novembro houve desaceleração do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), de 0,68% para 0,52%, mas aceleração nos outros dois índices que compõem o IGP-M – alta de 0,43% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), ante 0,26% verificado em outubro, e alta de 0,50% no Índice Nacional de Custo da Construção Civil (INCC), frente a 0,20% verificado no mês passado.
  • Inadimplência aumenta 5,9% em outubro: Conforme apontou o indicador da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, o número de consumidores inadimplentes incluídos no Serviço de Proteção ao Crédito registrou aumento de 5,9% em outubro frente a setembro deste ano. Em comparação a outubro do ano passado, a alta foi de 4,78%. No acumulado do ano, a alta é de 5,21%, sendo tal resultado reflexo do ciclo de aperto monetário empreendido pelo Banco Central até julho, e a conseqüente aplicação contínua dessa medida no custo médio do crédito praticado pelo mercado.
  • País gerou 126.143 novas vagas de emprego em outubro: Segundo os últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram criados no Brasil, em outubro, 126.143 novas vagas de emprego com carteira assinada. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a geração de empregos no Brasil recuou 38,4%, sendo este o pior resultado para outubro desde 2008. No acumulado do ano até outubro, foram criadas 2.241.574 novas vagas, sendo este montante também abaixo do resultado registrado em igual período de 2008, quando foram criados 2.337.161 de empregos com carteira assinada. Como projetado por este boletim desde julho, a meta deste ano ficará abaixo dos 2,5 milhões de novos empregos gerados. O próprio governo, que inicialmente projetava 3 milhões de novos empregos formais no Brasil em 2011, reduziu sua meta para 2,7 milhões, e agora já admite um saldo em torno de 2,4 milhões. Especificamente com relação aos dados do mês de outubro, os principais setores responsáveis pela expansão do emprego no Brasil foram os Serviços (+77.201 novos postos), o Comércio (+60.878 novos postos), a Construção Civil (+10.298 novos postos) e a Indústria da Transformação (+5.206 novos postos). O que se observa, de fato, é que a crise internacional e a perspectiva de baixo crescimento da economia brasileira para os próximos meses já está afetando o mercado de geração de empregos no país.
  • Economia mundial está à beira de uma nova e profunda recessão do emprego: Esta é a conclusão do “Relatório sobre o Trabalho no Mundo 2011: os mercados a serviço do emprego”, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo o estudo, o mercado de trabalho no mundo se encontra no limite de seis meses que leva para uma desaceleração econômica impactar o emprego. Ainda conforme o relatório, 2/3 das economias avançadas e metade das economias emergentes e em desenvolvimento já atravessam um movimento de desaceleração do emprego (como já podemos observar no Brasil). A OIT calcula que nos próximos dois anos a economia mundial teria de criar 80 milhões de postos de trabalho para que o cenário retomasse os índices verificados antes da crise financeira internacional de 2008. Destas vagas, 27 milhões teriam que ser criadas nos países desenvolvidos, fato que se mostra cada vez mais difícil de acontecer. Segundo a entidade, se foram mantidas as tendências atuais, seriam necessários pelo menos cinco anos para que o emprego voltasse aos níveis anteriores à crise nas economias avançadas, um ano depois do previsto pela própria OIT no relatório do ano passado. Uma das conseqüências do aumento do desemprego é o correspondente aumento da tensão social em todo o mundo. Alguns dados corroboram esta perspectiva: em mais de 45 dos 118 países industrializados a tensão social vem aumentando, e 69 países registraram aumento no percentual de cidadãos que perceberam uma piora no seu nível de vida em 2010 comparado com 2006. Como soluções, a OIT defende o fortalecimento de programas em favor do emprego e investimento na economia real, além de aumentos nos salários do trabalhador.